O Império Romano

Durante o principado (30 a.C. e 14 d.C.), misto de república e monarquia, Otávio concentrou todo o poder, tornando-se príncipe do Senado, imperador do exército, tribuno da plebe, sumo-pontífice e Augusto (como ficou conhecido desde então).

Augusto promoveu a aliança entre nobreza e os cavaleiros, agrupando-os em duas ordens: senatorial e equestre. Dividiu, também, as províncias do império em senatoriais e imperiais gerando estabilidade política, prosperidade econômica e desenvolvimento intelectual. A pax romana (assentada em violenta repressão) se estendeu por todo o império e o século I, da era cristã, ficou conhecido como “Século de Augusto”.

Após a morte de Augusto em 14 d.C., sucederam-se várias dinastias que, ora convivendo com as exigências criadas pelo controle sobre vasto império, ora tentando conter pressões internas (acrescidas pela presença ameaçadora dos bárbaros em suas fronteiras), levou Roma, lentamente ao declínio a partir do século III da era cristã (fase conhecida como Baixo Império).

A decadência do Império Romano deu-se por questões inerentes à sua própria existência e às contradições criadas: a vasta extensão territorial dominada exigindo cada vez um número maior de soldados e fiscais, a paralisia da economia interna gerada pelo afluxo das riquezas coloniais e o reaparecimento de grande contigente populacional empobrecido (em contraste com o luxo e a riqueza da nobreza e dos comerciantes). Nova onda de tensões, agora internas externas, pioradas com a inépcia política de alguns governantes (ora tolerantes, ora violentamente repressores) fragilizou o controle e determinou a decadência da pax, favorecendo um processo de violência interna e externa gerando a ruralização da população romana. Este processo fragilizou ainda mais o império que, convivendo com insurreições coloniais e perda de rendimentos, chegou a lançar mão de estrangeiros (bárbaros) para vigiar as fronteiras.

Ondas de saques e incursões estrangeiras aumentaram o processo ruralizador da sociedade romana que buscava se proteger no campo sobrevivendo do que produzia e se entregando à proteção de quem lhes oferecesse guarida.

Aos saques seguiram-se as invasões, principalmente de povos germânicos.

O Império ainda tentou conviver com estes estrangeiros através de tratados, mas a luta entre os diversos grupos bárbaros não permitiu a sobrevivência de nenhuma aliança e, em 476, Odoacro (hérulo) assenhorou-se da Itália, corou-se como rei tornando-se símbolo da queda do maior império da Antiguidade.