O governo de Juscelino Kubitschek (1956-1960)

Juscelino assume o poder em clima de agitação política. Carlos Lacerda ataca J.K., alegando ter havido fraude eleitoral.

Nos primeiros anos de seu mandato, Juscelino teve que enfrentar dois incidentes: Jacareacanga em (11/12/1956) no Piauí e Aragarças (02/12/1959) em Goiás. Esses movimentos foram levados a efeito por alguns oficiais da Força Aérea Brasileira e, segundo os conspiradores, ambos os movimentos ocorreram não propriamente contra o presidente, mas por oposição à articulação de forças esquerdistas na área governamental.

Realizações desta fase

  • Plano Metas: subordinava-se ao "binômio econômico" – energia e transportes. Notabilizou-se pelo vigoroso movimento de construção de estradas, usinas hidrelétricas e implantação de indústrias automobilísticas e naval.
  • Brasília (Nova Capital Federal) – inaugurada em 21 de abril de 1960.
  • SUDENE (Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste).
  • Hidrelétricas de Furnas e Três Marias.
  • Criação da USIMINAS e COSIPA.
  • No plano externo, propôs a criação da O.P.A. (Operação Pan-Americana), insistindo junto aos EUA por uma política mais efetiva de cooperação econômica com a América Latina.

A crise deságua em 1959

Em 1959 o aumento do salário mínimo foi de 30%, o que veio contribuir para o crescimento dos preços dos produtos de primeira necessidade.

A situação social era de alarme, devido à inflação. Cada classe e setor desejava que a carga fosse suportada, primeiro por outro grupo.

Nesse período a oposição cresce consideravelmente, devido, principalmente, à sucessão presidencial, que já estava sendo definida e propagada. No entanto, os partidos continuavam fracamente organizados. O PSD-PTB renovava a aliança eleitoral. Surge nesta época, no cenário político, um líder populista que começou a ameaçar o equilíbrio da balança política, o governador do Rio Grande do Sul, eleito em 1958, Leonel Brizola, que passa a agitar diretamente a massa de eleitores.

A campanha sucessória tem início com o lançamento da candidatura do Marechal Lott, apoiado pela coligação PSD-PTB. Lott logo se mostrou um candidato fraco, sem experiência na área política. E a UDN apoia a candidatura de Jânio Quadros, governador de São Paulo, com discurso antipolítico e que, a princípio, se lança como candidato através do PDC (Partido Democrata Cristão). Jânio encarnava os ideais da classe média, que desejava um governo dinâmico, porém honesto. Vendo o seu prestígio crescer dia a dia, Jânio intensificou o seu estilo personalista, atraindo todas as classes pelo seu próprio modo de ser.

Apesar de apoiado pela UDN, Jânio fazia questão de frisar que não tinha nenhum compromisso com qualquer partido político. O símbolo de sua campanha era a "Vassoura" (varreria toda a sujeira do país).

Para a vice-presidência, o PSB-PTB lançou a candidatura de João Goulart, e a UDN, de Milton Campos, ex-governador de Minas Gerais.